domingo, 25 de maio de 2008

Lusíadas?


E qual seria o significado de Lusíada?

Deuses


Os deuses e outras entidades pagãs presentes durante toda a narrativa são uma das exigências da epopéia clássica.
No poema vemos constantemente as figura de Vênus e Baco e seus aliados. Ela, a deusa que protegia os navegadores, e ele - seu opositor - que punha obstáculos à realização dos feitos dos portugueses.
Cada um dos deuses que aparecem durante a obra tem papel importante no desenrolar dos fatos.

Os Lusíadas




Os Lusíadas, como já sabem, é uma obra do escritor português Luís Vaz de Camões.




É um poema épico fascinante, dividido em dez cantos, sendo eles compostos por 8.816 versos, ditribuídos em 1.102 estrofes com esquema rímico ab, ab, ab, cc.



A obra é dividida em cinco partes:


1ª Parte: Proposição - a apresentação do assunto.


2ª Parte: Invocação - Camões invoca as Tágides para inspirá-lo.

3ª Parte: Oferecimento ou Dedicatória - oferece a obra ao rei D. Sebastião (aquele que concedeu-lhe a mísera pensão de 15.000 réis).









4ª Parte: Narração - A parte mais longa do poema, que vai do verso 19 até o final do canto X. Camões narra a viagem de Vasco da Gama de ida e volta das Índias. Durante a viagem são relatados fatos importantes da história de Portugal. Ou seja, a viagem é um pretexto para o autor relatar a história de sua pátria.

5ª Parte: Epílogo, que é a última parte do canto X. Camões fala, melancolicamente, sobre sua pátria que encaminha-se inevitavelmente para a ruína. Coincidência ou profecia, em 1580 - oito anos após a publicação da obra - Portugal passa ao domínio espanhol.

sábado, 24 de maio de 2008

Que tal entender um pouco sobre o Classicismo?


Esta escola literária é conhecida também como Renascimento.

Surgiu na Itália e logo se espalhou por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI, e foi considerada o marco inicial da era moderna.

Contexto histórico
Neste período a burguesia comercial e as atividades econômicas estavam crescendo mais e mais na Europa. Este desenvolvimento estimulou a vida urbana e o surgimento de um novo homem, não mais centrado na família, mas sim em seu prestígio conquistado através de talento e esforço próprio, contribuindo para o enriquecimento cultural.

Foi nesta época que grandes obras sobre filosofia, literatura e estudos científicos começaram a ser traduzidas e bastante difundidas.

Essas transformações político-econômicas refletiram diretamente nos poderes da Igreja, culminando na Reforma e na Contra-Reforma.

A Literatura
O Classicismo foi marcado por sua intensa produção literária. A poesia se desenvolveu imensamente, tanto a Lírica como a Épica (que veremos em Os Lusíadas).

As temáticas giravam em torno do espírito humanista, que levava à valorização do homem e suas realizações (antropocentrismo) e conservavam ainda todos os valores e formas da literatura medieval.
O autor que mais se destacou nesta escola literária foi Luís Vaz de Camões.


Quem é Luís Vaz de Camões?



Antes de iniciarmos o trabalho sobre Os Lusíadas, que tal conhecer um pouco a história de seu ilustre autor?

Bem, Luís Vaz de Camões é este aqui, à esquerda. Aparência, digamos, diferente, não? Pois é... ele não tinha o olho direito mesmo. O perdeu num combate contra os Mouros, em 1549.

Não se sabe ao certo o local de seu nascimento, nem a data. Coimbra e Lisboa (ambas em Portugal) ainda hoje reivindicam ser seu local de nascimento, o que estima-se ter ocorrido entre 1517 e 1525. Ao certo só sabemos a data de sua morte, que foi em 10 de junho de 1580, em Lisboa.

Sua vida é ainda um mistério e envolta de lendas. A maioria dos dados que se sabe são baseados em suposições.

Tinha gênio forte e acabava envolvido em brigas e confusões, o que lhe rendeu sua ida à Índia, embarcado para o serviço militar. Lá ficou cerca de 25 anos, chorando o "exílio amargo e o gênio sem ventura".

Por volta de 1570 voltou a Lisboa com os manuscritos de Os Lusíadas, sua obra-prima. Em 1572 ela foi editada e dedicada a D. Sebastião, o rei de Portugal, que lhe concedeu uma pensão de modestos 15.000 réis.

Apesar de sua fama e prestígio de poeta, morreu na miséria. Teve seu enterro pago por uma instituição de caridade, a Companhia dos Cortesãos.

Quase toda sua obra foi editada portumamente.